Equívocos relacionados à isenção, às deduções e à obrigatoriedade de entrega da declaração continuam sendo uma das principais causas de erros no Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF).
Mesmo sendo uma obrigação anual conhecida pela maioria dos brasileiros, o Imposto de Renda ainda desperta muitas interpretações incorretas. Informações repassadas de forma informal ou desatualizada acabam levando contribuintes a preencherem a declaração de maneira inadequada, o que pode resultar em inconsistências, retenção na malha fina e, em casos mais graves, autuações fiscais.
Por isso, compreender corretamente as regras vigentes é essencial para manter a regularidade junto à Receita Federal. A seguir, destacamos cinco mitos bastante comuns que ainda confundem contribuintes em todo o país.
Mito 1: quem recebe até o limite de isenção não precisa se preocupar com o Imposto de Renda
Existe, de fato, uma faixa de rendimentos mensais isenta de tributação. No entanto, isso não significa, automaticamente, que o contribuinte esteja dispensado de apresentar a declaração.
A obrigatoriedade de declarar o Imposto de Renda depende de outros fatores, como:
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posse de bens e direitos;
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realização de ganho de capital;
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recebimento de rendimentos isentos acima do limite legal;
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operações realizadas em bolsa de valores.
Dessa forma, mesmo quem não tem imposto a pagar pode ser obrigado a prestar contas ao Fisco, conforme sua situação patrimonial e financeira no ano-calendário.
Mito 2: despesas médicas podem ser informadas sem comprovação
As despesas médicas são dedutíveis no Imposto de Renda sem limite de valor, mas isso não dispensa a apresentação de documentos comprobatórios.
A Receita Federal exige que os comprovantes contenham informações como:
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identificação do prestador do serviço;
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nome do beneficiário;
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valor pago;
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data da despesa.
A falta desses documentos ou a inclusão de gastos que não são considerados dedutíveis está entre os principais motivos que levam a declaração à malha fina.
Mito 3: restituição elevada indica erro na declaração
Receber um valor alto de restituição não significa, por si só, que a declaração esteja incorreta. O montante a ser restituído varia de acordo com diversos fatores, como:
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imposto retido na fonte;
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despesas passíveis de dedução;
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número de dependentes;
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contribuições previdenciárias.
Ainda assim, erros ou divergências nas informações prestadas podem gerar questionamentos futuros por parte do Fisco. Por isso, a conferência cuidadosa dos dados é indispensável, independentemente do valor da restituição.
Mito 4: quem conta com um contador está livre de problemas com o Fisco
O suporte de um profissional contábil reduz significativamente o risco de falhas, mas não elimina totalmente a responsabilidade do contribuinte.
Mesmo quando a declaração é elaborada por terceiros, a responsabilidade pelas informações prestadas permanece sendo do declarante. Cabe a ele fornecer dados corretos, apresentar toda a documentação necessária e revisar a declaração antes do envio à Receita Federal.
Mito 5: pequenos rendimentos informais não precisam ser declarados
Valores recebidos sem vínculo formal, como trabalhos autônomos, prestação de serviços eventuais ou rendimentos de aluguel, também devem ser informados na declaração, desde que se enquadrem nos critérios de obrigatoriedade.
Com o avanço das ferramentas de fiscalização e o cruzamento eletrônico de dados, a omissão desses rendimentos pode ser identificada com maior facilidade.
Informação correta é fundamental para evitar problemas
Mesmo sendo uma obrigação anual, o Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) ainda gera muitas dúvidas. Informações equivocadas sobre isenção, deduções e obrigatoriedade de declarar continuam sendo uma das principais causas de erros, retenção na malha fina e problemas com a Receita Federal.
O uso cada vez mais intenso de tecnologia pela Receita Federal torna erros e omissões mais fáceis de serem detectados. Nesse contexto, buscar informações confiáveis e contar com orientação profissional especializada são atitudes essenciais para cumprir corretamente as obrigações fiscais.
Desmistificar conceitos equivocados sobre o Imposto de Renda contribui para declarações mais seguras, reduz riscos de penalidades e evita transtornos futuros com o Fisco.
Na prática, a obrigatoriedade de declarar depende de diversos critérios, e a responsabilidade pelas informações prestadas é sempre do contribuinte. Além disso, com o avanço do cruzamento eletrônico de dados, erros e omissões se tornaram mais fáceis de identificar.
A AB Auditores e Consultores atua com foco em orientação clara, análise criteriosa das informações e total conformidade com a legislação vigente, oferecendo suporte completo para pessoas físicas e empresas. Nosso objetivo é garantir segurança, tranquilidade e assertividade no cumprimento das obrigações fiscais, reduzindo riscos e evitando surpresas com o Fisco.



