A Reforma Tributária brasileira avança para uma nova fase e traz mudanças importantes para as empresas. Desde 3 de agosto de 2026, organizações enquadradas no Regime Normal (CRT 3) devem atender aos novos requisitos para emissão de documentos fiscais eletrônicos, incluindo o preenchimento das informações relacionadas ao IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e à CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços).
Embora a cobrança efetiva desses tributos ainda esteja em fase de transição, as mudanças exigem atenção imediata. A adaptação dos sistemas fiscais, processos internos e equipes tornou-se essencial para evitar problemas operacionais.
O que muda na prática?
A principal alteração está na emissão dos documentos fiscais eletrônicos. As notas passam a exigir novos campos obrigatórios relacionados ao IBS e à CBS.
Caso as informações não estejam corretamente preenchidas ou parametrizadas, os documentos fiscais poderão ser rejeitados pelos sistemas autorizadores, impedindo sua emissão.
Na prática, isso significa que uma empresa pode enfrentar atrasos no faturamento, dificuldades logísticas e impactos financeiros simplesmente por não estar preparada para as novas exigências.
A atualização do ERP é suficiente?
Não.
Embora a atualização do sistema de gestão seja uma etapa importante, ela representa apenas parte da adequação.
As empresas também precisam revisar:
- Cadastros tributários;
- Classificação fiscal de produtos e serviços;
- Parametrizações fiscais;
- Regras de tributação utilizadas na emissão das notas;
- Procedimentos internos da área fiscal e financeira.
Mesmo sistemas atualizados dependem de parametrizações corretas para gerar documentos em conformidade com a legislação.
O papel da auditoria nesse processo
Mudanças tributárias aumentam significativamente o risco de inconsistências fiscais.
Uma auditoria preventiva permite identificar falhas antes que elas impactem as operações da empresa, reduzindo riscos de rejeições, autuações e retrabalho.
Além disso, uma revisão dos processos fiscais ajuda a garantir que todas as áreas envolvidas — fiscal, contábil, financeira e tecnologia — estejam trabalhando de forma integrada.
Como preparar sua empresa
Algumas ações devem ser priorizadas:
- Confirmar que o ERP está atualizado para os novos layouts fiscais;
- Revisar os cadastros fiscais e tributários;
- Validar as parametrizações do sistema;
- Capacitar a equipe responsável pela emissão de documentos fiscais;
- Monitorar continuamente as novas regulamentações da Reforma Tributária.
Conclusão
A Reforma Tributária não representa apenas uma mudança na forma de recolher tributos. Ela exige uma revisão dos processos internos e da governança fiscal das empresas.
Antecipar essa adaptação reduz riscos, evita interrupções nas operações e proporciona uma transição mais segura para o novo modelo tributário.
A AB Auditores & Consultores acompanha continuamente as mudanças na legislação e oferece suporte especializado para que empresas realizem essa adequação com segurança, conformidade e eficiência.



